O Forte da Graça é considerado como uma obra-prima de fortificação onde a arte se esgotou por completo. A sua construção apresentou uma série de singularidades como consequência da esplendida resolução de diversos condicionantes tais como:

  • exiguidade do espaço;
  • existência de afloramentos rochosos;
  • necessidade de albergar um grande número de homens, armamento e logística.

Considerando este ponto de vista enumere-se as particularidades:

  • notável simetria no desenho e em planta (o que favoreceu a capacidade defensiva);
  • uso dos espaços subterrâneos das obras;
  • uso da própria modelação da esplanada, pela elevação (não se vê o forte por parte dos inimigos);
  • pela materialidade de construção (alvenarias de grande qualidade, pela espessura, etc.) e sobretudo pela opção da geometria das frentes através do 2º Sistema Francês de Pagan, apesar do mesmo já ser empregue no Forte de Santa Luzia, com ângulos de flanco obtusos e linha de defesa rasante, sem flancos secundários, resultou numa sofisticação defensiva autêntica e singular.

Um sistema de fortificação é complexo e deve integrar todos os pormenores referidos aliados à sublime racionalidade do traço com as condições de construção tão adversas, o que atribui o título de uma “obra-impar” no seu tempo e que perdurou no tempo até anos nossos dias com a mesma impressão de monumentalidade.

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