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O complexo sistema do Forte da Graça é dividido em três partes:

Reduto Central

O Reduto Central tem uma cisterna subterrânea que serve de depósito de recolha das águas pluviais. O primeiro piso tem dois corredores, correspondentes à antiga capela, que se juntam ao centro onde se observa uma cúpula com quatro tribunas elípticas com função defensiva, para além de diversos compartimentos. No segundo piso temos um corredor à volta da cúpula do primeiro piso e um corredor a partir do qual se acede a diversos compartimentos: paióis e armazéns. O terceiro piso corresponde a um terraço com diversos dispositivos de defesa (parapeitos, frestas, matacães e canhoeiras) e donde se acede à Casa do Governador. Esta casa tem no rés-do-chão uma sala redonda com pinturas alusivas à construção do forte. No 1º andar da casa temos uma sala central rodeada de diversas outras salas com diversas decorações a estuque. O 2º andar consiste num eirado e é o ponto mais elevado do Forte da Graça. Este reduto é defendido por três ordens de artilharia viradas para o fosso secundário e para o recinto magistral.

Recinto Magistral

De uma forma breve, podemos dizer que o Recinto Magistral divide as obras exteriores do reduto central que se encontra no interior. É constituído por um sistema de baluartes ligados por cortinas, delineando uma forma quadrangular. Este quadrado tem 145m de lado com quatro baluartes de ângulo (Santo Amaro, Malefa, Badajoz e Cidade) separados por cortinas. A cada cortina corresponde um revelim que a defende. Nos terraplenos dos baluartes, o recinto magistral tem diversas casas que em tempo de paz eram habitações dos oficiais e em tempo de guerra se transformavam rapidamente em canhoeiras cobertas. Debaixo do terrapleno, o recinto tem diversos compartimentos que serviam de paióis, quartéis e galerias de tiro para o fosso.

Este fosso é o fosso principal que separa o recinto magistral dos revelins e obras exteriores. Liga-se ao recinto magistral por diversas poternas com pequenas pontes levadiças. A parte do fosso voltada à cidade chegou a ter um espelho de água que foi depois anulado na primeira metade do séc. XIX

Obras Exteriores

As obras exteriores circundam todo o complexo conjunto, sendo compostas por quatro contraguardas e quatro revelins, a que se adiciona um hornaveque a Norte, obra avançada que defende o lado mais frágil da fortificação, tendo sido delineado com bastante simetria como o restante recinto. Um caminho coberto com cerca de 1700 metros de comprimento acompanha todas as obras exteriores. Estas são defendidas em diversos sectores por covas de lobo, abertas no terreno e dissimuladas com ramos de árvores para que o inimigo caísse nelas. Debaixo do caminho coberto e acessível através do fosso principal temos uma galeria de tiro para o mesmo fosso que serviu também como aquartelamento e como prisão.

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