CASA DAS BARCAS

A Casa das Barcas foi construída entre 1703 e 1705 e tinha como função o armazenamento das barcas que serviam para atravessar os rios Caia e Guadiana. Serviu como prisão política durante as guerras civis do séc. XIX e foi o primeiro teatro da cidade a partir de 1823. Hoje são as instalações do Mercado Municipal.

COMANDO GERAL

Edifício do séc. XVII adaptado a Casa do Governador Militar de Elvas. Era a partir deste palacete que se comandavam as tropas militares da cidade.

CONSELHO DE GUERRA

Em plena preparação para a guerra da Restauração (1641-1668) constituiu-se em Elvas o Conselho de Guerra para o qual se construiu um grande edifício no Largo de São Martinho. Aqui discutiam tácticas militares as altas patentes do Exército Português.
Na entrada do Conselho de Guerra podemos observar as armas reais do séc. XVII. No corredor de entrada sobre a porta de entrada do salão estão novamente presentes as armas portuguesas em estuque com a data de 1781. Já no salão principal encontramos uma pintura com atributos bélicos.

 

HOSPITAL MILITAR DE SÃO JOÃO DE DEUS

O Hospital Militar de Elvas foi construído em 1642 para socorrer os militares doentes e feridos no âmbito da Guerra da Restauração. Encerrou em 1976 e hoje são as instalações do Hotel São João de Deus.

MURALHA FERNANDINA

Quando chegamos ao séc. XIV, verificamos uma Elvas que novamente extravasa o perímetro das suas antigas muralhas islâmicas. Por esse motivo e pelo perigo de uma guerra a travar com Castela, D. Afonso IV tal como o seu sucessor D. Fernando vão promover uma série de construções militares, entre as quais está a muralha fernandina da cidade de Elvas, importante sentinela da fronteira. Tinha 22 torres e 11 portas. Esta muralha foi quase na totalidade demolida no séc. XVII para a construção das muralhas abaluartadas, restando, no entanto, alguns troços.

MURALHAS ABALUARTADAS

Exemplo notável da primeira tradição holandesa de arquitectura militar, a Praça de Elvas é constituída por sete baluartes, quatro meios baluartes e um redente ligados entre si por cortinas, constituindo doze frentes de muralha. O acesso à cidade é feito por três portas duplas (de Olivença, de São Vicente e da Esquina) com decorações bélicas, e por várias poternas que surgem no meio dos fossos (de São Pedro, Porta Velha, de São Francisco, etc.).
A cerca abaluartada da cidade de Elvas remete-nos para o período da guerra da Restauração (1641-1668) quando Portugal ao garantir a independência se vê imbuído numa nova guerra. Sendo assim, a cidade raiana, ponto nevrálgico da fronteira, tinha que ser alvo de refortificação militar.
A engenharia militar assumia agora um papel fundamental na arte das guerras de fogo e as muralhas fernandinas não asseguravam a defesa da cidade devido à sua verticalidade. É neste panorama que o monarca D. João IV envia o padre jesuíta Cosmander a inspeccionar as fortificações existentes nos país e se necessário a construir novas. João Cosmander, nome português para Jan Ciermans, era um holandês estudioso em arquitectura militar. Com o país necessitado de técnicos de arquitectura militar moderna rapidamente foi feito coronel antes de chegar a Elvas, nomeada por ele como Praça de Armas da Província do Alentejo. Inspirado em mestres holandeses como Simon Stevin e Samuel Marolois, criadores do primeiro sistema de fortificar holandês, Cosmander vai construir um sistema abaluartado moderno e implacável. Hoje as muralhas seiscentistas de Elvas são um exemplo original de fortificações do séc. XVII que no seu estado de autenticidade são únicas no mundo, estando muito bem conservadas na sua totalidade. São juntamente com o Aqueduto da Amoreira, o grande cartão de visita de Elvas.

PAIOL DA CONCEIÇÃO

O Paiol da Conceição, obra de Cosmander no séc. XVII, tinha como função o armazenamento da pólvora necessária para o exército. Contem um corredor de ressalva, quatro para-raios colocados no séc. XIX e no topo uma pirâmide com três inscrições latinas a pedir protecção divina. As explosões dos paios causadas por raios eram um dos maiores perigos para as cidades quartel.

PRIMEIRA CERCA ISLÂMICA

A ocupação muçulmana de Elvas iniciada no séc. VIII veio provocar uma profunda alteração no povoado. Reconhecendo a sua importância militar num local cimeiro perto de Batalyaws (Badajoz), resolvem cercá-la ainda nesse século com uma muralha. Esta muralha abraçaria o pequeno burgo que então constituía a povoação, tendo três portas: Porta da Traição (comunicando directamente com o castelo), Porta da Alcáçova no Arco do Miradeiro (entrada na povoação com uma porta interior e outra exterior, um pouco mais abaixo, dando actualmente acesso ao Pátio do Gançoso) e Porta do Templo. Desta primeira cerca muçulmana conservam-se alguns troços que o turista poderá visitar, como é o caso da Porta do Templo ou do Arco do Miradeiro.

QUARTÉIS DA RUA DOS QUARTÉIS

A necessidade de quartéis na cidade no período da guerra da Restauração levou a que para além dos Quartéis da Corujeira fossem construídos outros de modo a acolher os milhares de militares que formavam a praça de Elvas.
É assim que surgem os quartéis da Rua dos Quartéis.
Hoje constituem um conjunto de lojas e oficinas de artesanato.
A sua arquitectura é a típica de alguns quartéis seiscentistas, com dois pisos constituídos, cada um deles, por seis casas individuais, encimadas por seis chaminés.

 

QUARTÉIS DOS ARTILHEIROS

Os Quartéis dos Artilheiros, também chamados das Balas ou dos Reformados, foram construídos em 1659 e estão adossados à muralha abaluartada da cidade.

SEGUNDA CERCA ISLÂMICA

Muralha que envolve a parte mais alta do centro histórico da cidade de Elvas, da qual surgem alguns elementos visíveis na via pública por entre o casario. Após o crescimento populacional da Elvas muçulmana talvez propiciada pelo comércio e pela cercania a Batalyaws (Badajoz), a população não se conteve e começou a ocupar os locais em redor da muralha ficando assim à mercê do saque de um qualquer invasor. Sendo assim não restava mais remédio que a construção de uma segunda muralha já com um perímetro muito superior à primeira e que envolvesse todos os que aqui habitavam. Assim se fez no séc. XII.

CASTELO

Obra de fortificação islâmica, reconstruída nos séculos XIII e XIV, tomando só no séc. XVI o aspeto atual. Acolhia o alcaide de Elvas e foi palco de importantes acontecimentos da história do país como tratados de paz e trocas de princesas.
Sem qualquer função militar a partir da segunda metade do séc. XIX, o castelo de Elvas foi deixado ao abandono, entrando no séc. XX arruinado. Motivo pelo qual vários elvenses amantes da história e do património quiseram promover o seu restauro, a sua visibilidade e entabularam um processo que faria do castelo de Elvas em 1906 o primeiro Monumento Nacional português.

FORTE DE SANTA LUZIA

Fortificação seiscentista construída tendo em conta as guerras da Restauração entre Portugal e Espanha, é um dos melhores e mais genuínos exemplos da arte de fortificar europeia, um dos monumentos militares mais significativos deste período e mais uma obra prima da arquitectura militar de Elvas. Construído num outeiro a algumas centenas de metros das muralhas seiscentistas, o Forte de Santa Luzia foi começado a construir logo em 1641 por Martim Afonso de Melo que começa por construir um pequeno reduto sob a traça de Matias de Albuquerque. No ano seguinte sob nomeação do rei reúne-se uma junta em Elvas com os melhores nomes da arquitectura militar de então: João Ballesteros, Lassart, Rozetti, Cosmander e Gillot. Os dois últimos encarregar-se-iam de impor a traça ao forte. A fortificação estaria concluída em 1648 garantindo um valor estratégico extremo para a cidade. É constituída por quatro baluartes com um reduto quadrangular ao centro onde se encontram a casa do governador, a igreja e uma casa abobadada à prova de bomba. Várias casernas e duas cisternas que abasteceriam trezentos a quatrocentos homens durante dois a três meses.
Entre 1999 e 2000 decorreram aqui obras para adaptação do monumento a Museu Militar, museu onde o visitante pode verificar toda a história militar da cidade bem como vários artefactos de guerra que marcaram as várias épocas.

FORTIM DE SÃO DOMINGOS

O Fortim de São Domingos fica situado junto ao Aqueduto da Amoreira e defende esta infraestrutura assim como a zona oeste da cidade. Foi construído no início do séc. XIX no âmbito das Guerras Peninsulares.

FORTIM DE SÃO MAMEDE

O Fortim de São Mamede foi construído no séc. XIX no local da antiga ermida de São Mamede, no âmbito das Guerras Peninsulares.

FORTIM DE SÃO PEDRO

O Fortim de São Pedro foi construído no séc. XVII para defender um outeiro a sul da cidade. Foi reconstruído no início do séc. XIX no âmbito das Guerras Peninsulares.

PADRÃO DA BATALHA DAS LINHAS DE ELVAS

Após a Batalha das Linhas de Elvas de 14 de Janeiro de 1659, no alto dos Murtais, foi erguido um padrão em comemoração da vitória que marcou a restauração da independência de Portugal. Situado nos arrabaldes de Elvas é um padrão em mármore branco de Estremoz com uma coluna com cerca de cinco metros que na base conta um pouco da história da batalha.

PAIOL DE SANTA BÁRBARA

O Paiol de Santa Bárbara era o maior dos paióis de Elvas. Foi construído no séc. XVII para armazenar a pólvora necessária ao exército.

QUARTÉIS DA CORUJEIRA

Depois de várias queixas feitas pela população elvense devido à obrigatoriedade de alojamento aos militares estacionados na praça, D. João IV decide a 14 de Janeiro de 1642 mandar construir quartéis. Apesar das demoras, os Quartéis da Corujeira são os primeiros a ser erguidos com uma primeira soma de 650$000 reis, na então denominada Rua de S. João, no bairro da Corujeira, obra arrematada por Pedro Afonso, Domingos Almeida e Amaro Nunes.
Típica arquitectura para aquartelamentos militares do séc. XVII. Há a destacar as armas portuguesas de D. João IV visíveis na fachada principal.

QUARTÉIS DO CASARÃO

Grandiosa construção que ocupa parte da muralha seiscentista e que hoje constitui parte do Museu Militar de Elvas. Estes imensos quartéis foram construídos depois da campanha de 1762-63 pelo engenheiro militar Valleré, autor também da traça do Forte da Graça. Foram erigidos a pensar na sua durabilidade, pelo que são de grande solidez e à prova de bomba. No final do séc. XVIII podiam ali estar cerca de três mil soldados segundo fontes da época.

QUARTEL DO TREM

Grande quartel construído entre 1694 e 1715, tendo como função a reparação, guarda e fabrico de material militar. No seu exterior é de destaque o seu portal encimado por uma bela sacada. Hoje é sede da Escola Superior Agrária de Elvas.

TORRE FERNANDINA

A Torre Fernandina é uma torre do séc. XIV que foi construída na segunda muralha islâmica. Visitável, tem no seu interior uma exposição dedicada às diversas fortificações da cidade.

 

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